as juras de amor são confirmações daquilo que já é, sem necessitar delas. talvez o grande segredo se encontre mesmo no silêncio, esse que sabe ser, nos interstícios, a verdadeira pureza de intenções transbordadas no olhar, em pequenos gestos, na clareza e na calma de atitudes limpas. chegaremos a conhecer tal dádiva, humanamente? depende apenas de nós...
segunda-feira, 23 de abril de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
Literatura
Há coisas que a gente não nota porque
são muito pequenas para serem vistas.
Mas há outras que a gente não vê
porque são imensas.
Robert Pirsig
sim. é com ela que fiquei e quero ficar.
porque foi o meio primário do existir.
porque é abrigo para a falta de sentido.
porque é o instrumento de fazer ver para além do visto onde nunca ninguém consegue chegar.
porque é a escolha que foi feita livremente , sem arrependimentos.
porque é o que alimenta, porque nela vibra a possibilidade e as possibilidades são sempre bem mais ricas que a realidade. dessa realidade invasiva que só destrói pela covardia, mentiras, egoísmo, chantagens, e mediocridade.
porque é lugar sem limite onde não existe reféns, as pessoas são preservadas e respeitadas assim como os seus sentimentos.
porque trata de grandezas. de grandes e pequenos. é disso que se trata. de intensidades. de potências. de fúrias e tempestades. de atos. e de potências atuantes. de coisas que, de tão grandes, são silenciosas.
é com ela que eu fico. porque o resto é resto.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
"Em tempos pensei que tinha sido ferido como homem algum jamais o fora. Talvez ao abrir a ferida, a minha própria ferida, tenha fechado outras feridas, feridas de outras pessoas. Morre qualquer coisa, floresce qualquer coisa. Sofrer na ignorância é horrível. Sofrer deliberadamente, para compreender a natureza do sofrimento e aboli-lo para sempre, é muito diferente.Sofrer é desnecessário. Mas temos de sofrer para compreender que é assim.
Além disso, é só então que o verdadeiro significado do sofrimento humano se torna claro. No derradeiro momento desesperado - quando não podemos sofrer mais! - acontece qualquer coisa que tem a natureza de um milagre. A grande ferida aberta pela qual se escoava o sangue da vida fecha-se, o organismo desabrocha como uma rosa. Somos «livres», finalmente (...). "
Henry Miller, in 'Plexus
segunda-feira, 26 de março de 2012
Adeus você
Eu hoje vou pro lado de lá
Eu tô levando tudo de mim
Que é pra não ter razão pra chorar
Vê se te alimenta
E não pensa que eu fui por não te amar
Cuida do teu
Pra que ninguém te jogue no chão
Procure dividir-se em alguém
Procure-me em qualquer confusão
Levanta e te sustenta
E não pensa que eu fui por não te amar
Quero ver você maior, meu bem
Pra que minha vida siga adiante
Adeus você
Não venha mais me negacear
Teu choro não me faz desistir
Teu riso não me faz reclinar
Acalma essa tormenta
E se agüenta, que eu vou pro meu lugar
É bom...
Às vezes se perder
Sem ter porque
Sem ter razão
É um dom...
Saber envaidecer
Por si
Saber mudar de tom
Quero não saber de cor, também
Pra que minha vida siga adiante
segunda-feira, 19 de março de 2012
terça-feira, 9 de novembro de 2010
"ah, medo tenho não é de ver morte, mas de ver nascimento. medo mistério. a colheita é comum, mas o capinar é sozinho. moço: toda saudade é uma espécia de velhice. coração da gente - o escuro, escuros. assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais em baixo, bem diverso do em que primeiro se pensou. viver é muito perigoso. sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o poder do lugar." (guimarães)
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Manoel de Barros
“Tudo que não invento é falso.
Eu não penso. Eu dispenso.
Vejo rumores de sol na palavra pássaro.
O mato seria a natureza vegetal, pedral, fluvial, brejo de aves e de rãs? Se for isso o mato me ensinou mais. O mato e suas águas, o mato e seu chão, o mato e seus ínfimos personagens – essa natureza atrai mais as minhas palavras. Essa natureza, o mato, o chão – eles fertilizam meus verbos e meus substantivos melhormente. A natureza me ensina melhor as bobagens profundas sobre o ser humano.
Tal como os pássaros e as crianças que estão borrando para destinação.
O utilitário não dá poesia. Bonito é o desnecessário.”
quarta-feira, 31 de março de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
domingo, 27 de dezembro de 2009
Ausência.
Ele mantém a cabeça ocupada, como se assim evitasse a doença do amor. Para não pensar no que já lhe tomou todo o corpo. E assim se divide em dois. Dois ou mais. Nunca está inteiro. Nunca está. Como se já se tivesse ido também. Mas há uma dor em suportar sua própria ausência. O que lhe parecia remédio agora dói. E não cura
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
De Manuh
Se és liberto, amor.
Liberta-me pois, também.
Tira do meu peito a dor.
Faz-me, enfim, o bem.
para Jéssica
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Aconteceu.
Aconteceu
O que aconteceu
Foi melhor assim
Estava por um fio
Estava por um triz
Estava já no fim
Todo mundo via
Que acontecia
Pois aconteceu
Era o que devia
Quando um descaminho
Acha o seu desvio
Tudo se alivia
Foi melhor assim
Quando dei por mim
Já estava aqui e agora
Marisa Monte, Arnaldo Antunes


