"ah, medo tenho não é de ver morte, mas de ver nascimento. medo mistério. a colheita é comum, mas o capinar é sozinho. moço: toda saudade é uma espécia de velhice. coração da gente - o escuro, escuros. assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais em baixo, bem diverso do em que primeiro se pensou. viver é muito perigoso. sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o poder do lugar." (guimarães)
terça-feira, 9 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Manoel de Barros
“Tudo que não invento é falso.
Eu não penso. Eu dispenso.
Vejo rumores de sol na palavra pássaro.
O mato seria a natureza vegetal, pedral, fluvial, brejo de aves e de rãs? Se for isso o mato me ensinou mais. O mato e suas águas, o mato e seu chão, o mato e seus ínfimos personagens – essa natureza atrai mais as minhas palavras. Essa natureza, o mato, o chão – eles fertilizam meus verbos e meus substantivos melhormente. A natureza me ensina melhor as bobagens profundas sobre o ser humano.
Tal como os pássaros e as crianças que estão borrando para destinação.
O utilitário não dá poesia. Bonito é o desnecessário.”
quarta-feira, 31 de março de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
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